Então resolvo pegar os sapatinhos do filho de uma amiga que estava em casa e vou correndo acordar o Leopoldo.
Cantei para ele, andando com os sapatinhos pelo corpo dele: "Acorda papai, está na hora de acordar, acorda PAPAI!" (sou péssima em rima!)
Ele acordou sem nada entender, olhou para mim e chorando eu disse: "É isso mesmo, nosso positivo chegou! Estamos grávidos!!!"Ele ficou sem reação, pediu para que eu deitasse do lado dele e me disse:
"-Amor, você sabe que esses exames podem dar um falso negativo, calma, fica aqui deitadinha do meu lado, me abraça um pouco."
Eu não acredito, meu marido mesmo vendo não estava acreditando! Então falei:
-Leopoldo, se você está duvidando vamos agora para um laboratório confirmar esse teste com um exame de sangue.
Ele levantou, andou de um lado para o outro, questionou se teria algum lugar para fazermos esse exame e decidiu, vamos lá fazer esse exame!
Seguimos para uma maternidade próxima, chegando lá, já me tratavam como uma gestante, eu já não me contia, o Leopoldo ainda duvidava, então para não entrarmos em conflito de sugestões e não criarmos falsa expectativa ficamos calados!
Chegamos na maternidade por volta das 13h00 e só tivemos o resultado as 16h00, nesse período eu e o Léo tentamos ficar calados, e quando abríamos a boca era para fazer planos e sonhar com o nosso futuro bebê.
Enfim, o médico nos chama e do corredor mesmo ele diz:
-"Parabéns, você está grávida!"
Eu olhei para o Léo e os olhos dele brilhavam...
Quando entramos na sala do médico, ainda estávamos em estado de choque, absorvendo a ideia, tudo o que o médico falava se traduzia em VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!
Na hora eu queria saber a quanto tempo, o que eu devia fazer, qual remédio tomar, o que providenciar..tenho certeza que ele me explicou tudo, mas eu estava tão estasiada que não absorvia nada.
Saindo do hospital surge mais uma duvida, contar ou não aos familiares e amigos próximos?
O Léo ainda cheio de receio achou melhor contarmos para o menor número de pessoas possível, então começamos pelos nossos pais e irmãos por telefone e fomos para Mauá, casa da minha avó dar a notícia pessoalmente. Não preciso nem descrever que todos choraram ao som das boas novas.
40 minutos depois de darmos a notícia para nossos pais, chegamos na casa da Vó Isabel, e desde então o telefone não parou de tocar!
A notícia voou, correu aos quatro cantos. O mais gostoso foi ver todos comemorando com a gente.
Aproveitamos a turma que estava na casa da minha avó e já fizemos nossa primeira comemoração pela notícia do nosso bebê, mal conseguimos participar de tanto que o celular tocava, eram muitos parabéns, muitas lágrimas de alegria. Descobrimos que a expectativa não era só nossa como casal, descobrimos que muitas pessoas nos acompanhavam, oravam, rezavam e sonhavam com o nosso bebê.
Desde então, já não importava mais se estávamos no primeiro trimestre de gestação, se os riscos de aborto espontâneo era grande, a certeza que Deus havia nos abençoado com esse precioso presente era maior do que os riscos que podíamos correr.
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